Ultimamente ouço como tem sido complicado para algumas mulheres serem respeitadas por escolher u papel dito de “mulherzinha” por suas pares, nesta era do feminismo, onde algumas querem impor certas atitudes as outras, como se manter em casa fosse apoio ao machismo.

Esse texto é direcionado a você mulher que escolheu ser dona de casa, mãe dedicada 24 horas aos filhos e a sua família. Porque entendo que ser uma mulher aliada é no mínimo, respeitar as escolhas de outras mulheres.

Evidente que estamos numa época onde mudanças estão ocorrendo e se faz necessário se adaptar a nova realidade familiar, social e global.
Independente disso ocorre o processo individual onde cada mulher faz suas escolhas. Esse processo individual é único, particular e tem suas atitudes baseadas no que é importante para a pessoa, para a mulher.

A frase: “Lugar de mulher é onde ela quiser” é dita a princípio a sociedade machista (digo sociedade porque há mulheres machistas também), mas eu presencio mulheres criticando e até ofendendo ou menosprezando a mulher que escolhe ficar em casa até o filho ter 2 ou 3 anos.

Então eu me pergunto: lugar de mulher é onde ela quiser, DESDE QUE se recuse a viver no molde “antigo” visto somente como machista? (e não como escolha, para algumas). Se for isso então tentamos sair do molde machista para o molde feminista….

Acredito que antes de machismo ou feminismo temos a questão da igualdade que pouco se viu e se vê ate hoje. A igualdade é uma questão humana e não de gênero. Não há igualdade entre seres humanos sem respeito.

Se formos pensar como o machismo atingiu tanto poder, vamos identificar uma questão que falta a muitas mulheres: o respeito entre suas pares. Esse é um grande problema, a falta que as mulheres oferecem umas as outras, a dificuldade de não criticar umas as outras. Defender ou pelo menos, tentar entender o lado da outra.

Essa característica “machista” é muito positiva, mas ainda não inserida na “mente feminina”.  Defender, apoiar, incentivar e respeitar, mesmo sem concordar.

Não discordo e apoio os movimentos que lutam pela igualdade de direitos, mas discordo dos movimentos radicais e exagerados onde tudo é visto como preconceito, machismo ou acomodação feminina.

Defendo e incentivo, procuro incutir a cultura, ANTES DE TUDO, da união e o apoio entre as mulheres. Se vejo uma mulher defender igualdade de direitos, mas criticar uma que decidiu ser dona de casa, entendo que há no mínimo uma incoerência.

Não creio em movimentos incoerentes e pra mim a demora em alcançarmos a igualdade se deve também a desunião feminina.

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